As vezes levito, viajo
Simplesmente nao estou la, e nao por vontade propria.
Queria poder entrar e sair, facilmente [...e rapidamente]
O que me faz prosseguir assim?
E mais ou menos assim
Quando tenho a oportunidade
Parecida com a solidao
Puxo o ar, encho os pulmoes [...e nao ha pressa]
E com o mesmo prazer de inspirar, expiro.
Agora sim
Mais um punhado dessas respiracoes meditacionais
Ja percebo a diferenca do dia,
da tarde e da noite tambem
E seja qual for a hora, sinto como se um veu caisse em meu mundo [...e que mundo]
Tudo ja esta melhor agora, daqui pra frente a mente perspicaz faz seu papel
Tudo ampliado a maxima proporcao.
E ninguem me engana.
O que antes era dificil, se torna impossivel
Imbativel e ao mesmo tempo nao sinto nada
Com sangue em meus olhos, me veem como fraco,
ou incapacidado talvez
Engano deles!
E agora essa fome inevitavel
de consumir em pensamentos, tudo ao redor
Pareco confuso nas palavras, mas essa e a hora em que elas farao mais sentido.
Daqui a pouco nem tanto.
Posso conviver com isso,
como muitos que conseguem, nao se atrapalham.
Entendo tudo,
mas isso desgasta
e cansa
E cansado, os pensamentos fluem cada vez mais lentamente, devagar
Moroso.
Entao com a mesma rapidez que atinjo o ceu, caio no centro do universo.
E adormeco.